Sindicato dos Estivadores do Espírito Santo

Estivadores aprovam realinhamento econômico de 10,5% e regras de assiduidade em assembleia

17/09/2026 às 21:30

  

Em assembleia realizada no último dia 15 de setembro, os estivadores aprovaram pontos fundamentais da proposta para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2026/2028) negociada com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Espírito Santo (Sindiopes).

Entre as principais deliberações acolhidas pelos trabalhadores estão o realinhamento econômico de 10,5% — garantindo a atualização das perdas salariais nos itens econômicos — e a implementação do sistema de pontos para assiduidade dos trabalhadores cadastrados, visando aprimorar a organização da gestão da mão de obra e a previsibilidade nas escalas de trabalho.

A rodada de negociações ocorre em meio a um cenário de instabilidade e transformações estruturais, marcado pelo período eleitoral e pelas intensas discussões em torno da nova legislação portuária.

Nesse contexto, as negociações locais também buscam convergência com as diretrizes do acordo firmado entre as Federações de Trabalhadores (FNE, FNP e FENCCOVIB) e a entidade patronal nacional (FENOP). Estão sob análise temas de alto impacto, como a regulamentação do vínculo empregatício, sistemas de indenização, garantia de remuneração básica, idade e critérios de cancelamento do registro profissional.

Para garantir a segurança jurídica dos trabalhadores, permanece garantida a manutenção de todas as cláusulas da atual Convenção Coletiva de Trabalho até que a nova CCT 2026/2028 seja formalmente assinada.

O processo negocial continua e os demais itens da pauta de reivindicações continuarão sendo discutidos com o Sindiopes.

Entre as pautas que seguem na mesa de negociação, destacam-se:

  • Melhorias no pacote social e econômico: ajustes contínuos e benefícios adicionais nas cláusulas de transporte e alimentação.
  • Treinamento profissional e capacitação: programas de qualificação contínua para acompanhamento das exigências técnicas nos portos.
  • Saúde, higiene e segurança: reforço das normas de proteção à integridade dos trabalhadores nos portos do Espírito Santo.
  • Adequação de tabelas e regras operacionais: ajuste das fainas de trabalho (incluindo a discussão sobre a faina 7.5 do TVV), simplificação da CCT e a migração dos vigias portuários.
  • Proteção à automação: cláusulas de salvaguarda e transição justa diante da implantação de novas tecnologias no setor.
  • Políticas de diversidade: diretrizes de trabalho inclusivas e de apoio às mulheres na estiva.

Veja nos documentos abaixo as nossas proposições: