Sindicato dos Estivadores do Espírito Santo

Intersindical realiza debate pioneiro sobre saúde mental e riscos psicossociais no setor portuário

03/07/2026 às 14:36

A comunidade portuária debateu, nesta terça-feira, 30, a importância de preservar a saúde mental dos trabalhadores durante o 1º Seminário Disseminando Saberes: NR-01 e Riscos Psicossociais no Trabalho, realizado no Sindicato dos Conferentes, em Vitória. Organizado pela Intersindical da Orla Portuária-ES, o encontro marcou um passo histórico nas discussões sobre os desafios e as oportunidades para a promoção da saúde mental dos trabalhadores da categoria.

O seminário registrou 70 inscritos, número que demonstra o interesse e a urgência do tema entre os profissionais que atuam no operacional e na gestão portuária. Os debates contaram com a participação ativa e representativa de trabalhadores, lideranças sindicais, representantes das operadoras, terminais e Autoridade Portuária, membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPAA) e da Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário (CPATP) do Ogmo, além de especialistas das áreas de saúde e segurança do trabalho.

A programação estendeu-se ao longo de todo o dia, iniciando com a palestra ministrada pela advogada, psicoterapeuta e especialista em Saúde do Trabalhador, Marcela Talhate de Souza, que destrinchou a nova NR-01. O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Espírito Santo (SRTE/ES), Alcimar Candeias, abordou o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o papel da fiscalização.

Por fim, a supervisora técnica do DIEESE no ES, Sandra Bortolon, apresentou um panorama alarmante, porém necessário, sobre os afastamentos previdenciários por transtornos mentais no trabalho no Estado e no Brasil.

Para a Intersindical, os assuntos, extremamente sensíveis, vão além do cumprimento de obrigações legais. Para que a saúde mental seja efetivamente preservada no ambiente portuário, são indispensáveis profundas mudanças individuais, a consolidação de atitudes coletivas solidárias e, acima de tudo, a construção de uma nova cultura organizacional voltada à prevenção e ao acolhimento.